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Investigação da morte de casal de idosos em Japoatã coleta novos elementos de material biológico para elucidação do crime

Hipótese é que tenha sido praticado um duplo homicídio

Por Gilson Neto em 31/08/2023 às 10:22:08

Divulgação/SSP-SE

Em continuidade às investigações sobre a morte de um casal de idosos no último dia 20 de agosto, a Polícia Civil e a Polícia Científica deflagraram novas dilig√™ncias de coleta e an√°lise de vestígios biológicos para elucidar o crime. Na última segunda-feira, 28, as equipes coletaram material genético que ser√° confrontado com elementos encontrados na cena do crime. H√° uma linha de investigação em andamento que direciona para um duplo homicídio é j√° um suspeito do crime sendo investigado pela Polícia Civil, conforme informou a Delegacia de Japoatã.

De acordo com as investigações, após ouvirem gritos dentro da resid√™ncia, os vizinhos acionaram a polícia. A Polícia Militar foi acionada e, no local, os militares encontraram os idosos atingidos por golpes de faca. Os policiais acionaram o Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), que encaminhou a Polícia Científica.

Levantamentos periciais e investigação

As equipes do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) chegaram ao local, fizeram os primeiros levantamentos, perícia e recolhimento dos corpos. A Polícia Civil iniciou as dilig√™ncias no mesmo dia do fato.

Segundo o perito criminal Charles Carvalho, do IC, no início da apuração pericial havia a suspeita de feminicídio e suicídio. "Mas, após analisar a cena do crime, foi detectado que uma terceira pessoa teria cometido o duplo homicídio e fugido pela porta dos fundos, que foi encontrada aberta", revelou.

Para a perita médica legal Mônica Figueirôa Santana, do IML, a situação dos corpos dos idosos era chocante. "Pois a crueldade com que os idosos foram atingidos por múltiplos golpes de faca foi comovente. Ambos foram atingidos em v√°rios locais, sendo que a maioria das lesões no idoso eram na região tor√°cica e, na idosa, na região dorsal e na nuca. Todos ficamos chocados", afirmou.

Na segunda-feira, 21 de agosto, a Polícia Civil iniciou a investigação. Conforme o delegado de Japoatã, Paulo Nunes dos Santos, foi instaurado inquérito policial na data. "E as oitivas iniciaram no mesmo dia para dar seguimento o mais r√°pido possível prezando pela segurança da população da região. Houve denúncias de um suposto autor do brutal crime", ressaltou.

Ainda de acordo com o delegado Paulo Nunes dos Santos, o suposto autor do crime tem antecedentes criminais no município de Ilha das Flores. "E temos uma ocorr√™ncia ainda inconclusiva por falta de provas, no qual havia um crime similar, ocorrido no dia 17 de abril de 2023, no qual ele também é suspeito", acrescentou.

No decorrer da apuração policial, o delegado Paulo Nunes, entrou em contato com os respons√°veis pela realização da perícia, do caso ocorrido no dia anterior, o perito criminal Charles Carvalho e a perita médica legal Mônica Figueirôa para encontrar provas suficientes sobre a autoria do crime.

Continuidade das investigações

Na última segunda-feira, 28, uma nova fase da investigação foi iniciada. As equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica voltaram à cena do crime e à casa do suspeito. Na ação, novos elementos que serão periciados foram recolhidos.

"Chegamos em Japoatã e conseguimos, por meio de an√°lises minuciosas, encontrar no local do crime novos vestígios. Foram coletados cinco swabs que serão encaminhados ao Instituto de An√°lises e Pesquisas Forense (IAPF) para o confronto do DNA do suposto autor e que farão parte do laudo pericial comprovando cientificamente a autoria", afirmou o perito criminal Charles Carvalho.

Além disso, um protocolo pericial para detecção de sangue latente foi realizado, como destaca o perito criminal e analista de manchas de sangue Charles Vargas Lopes. "Diante da suspeição envolvendo a ocultação das manchas de sangue presentes em objetos supostamente vinculados à ação homicida, procedeu-se a um teste no qual uma reação de quimioluminesc√™ncia norteia a presença de sangue, permitindo a coleta seletiva deste vestígio para exames bioquímicos/genéticos no IAPF", detalhou.

O delegado da Polícia Civil do município de Japoatã, Paulo Nunes dos Santos, concluiu que as investigações seguem em andamento para elucidar o crime. "O nosso trabalho durou quase cinco horas na busca de vestígios que servissem de provas para podermos fazer justiça e a disponibilização de todos os peritos criminais envolvidos no caso foi essencial para darmos uma resposta à população e à imprensa", pontuou.

Fonte: SSP/SE

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